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Cidade-Estado
Ecologia e Política juntas! Em 80, Lutzenberger se
opunha, a princípio, que agregássemos
qualquer conteúdo político à ecologia, mas a insistência de Sidônio Muralha
(escritor português recém chegado ao Brasil, na época) não só o convenceu, como
a nós todos, inclusive Dalmo de Abreu Dallari, de que sem política não se faz
ecologia, porque no fundo uma está unida à outra.. De 1980 até 1995, o sonho
permaneceu na expectativa, e foi
AME-Fundação Mundial de Ecologia quem apresentou, em 95, a versão sócio-ecológica de um movimento
político consagrado já em vários países, com a denominação de Cidade-Estado.. Alemanha possui 3 Cidades-Estados de
concepção ecológica, enquanto que a Ásia apresenta Cingapura, Hong Kong,
Shangai e Macau, com idêntica administração. Sabemos que ecologia é a ciência
do inter-relacionamento homem/natureza, de sorte que nenhuma ação humana pode
ficar descartada de um viés político. Por outro lado, o desejo de conseguirmos
atingir o desenvolvimento sustentável, tal qual pregava Aurélio Peccei, na
década de 60, através do Clube de Roma, é compreensível hoje, quando vemos como
pode nos afetar o aquecimento global, fruto de exploração insensata dos
recursos naturais, bem como o drama do Buraco de Ozônio! O conteúdo da Cidade-Estado é
sumamente ecológico porque racional, prevê a mais sensata administração dos
recursos naturais e a mais humana distribuição de Justiça Social. Segue
rigorosamente as recomendações da Rio 92 (pensar global, agir local), isto é
extremamente importante para o equilíbrio ecológico dentro do quadro
globalizante que toma conta do mundo. Temos de dar nossa contribuição
também como entidades ecológicas à vontade de se proceder à reforma política no
país, pois tudo indica que o atual modelo acha-se esgotado e, o que é pior,
propiciou e propicia ainda, a mais sórdida corrupção. Assim, apresentamos aos
companheiros o desejo ecológico de um modelo humano, essencialmente fraterno,
que anunciaremos em 7 de setembro deste ano, no Museu do Ipiranga (jardim),
esperando contar com a colaboração dos companheiros, divulgando o texto anexo. Pela Vida! W. Paioli – presidente AME Independência Eco-Administrativa Por um modelo político virtualmente ecológico Em 7 de setembro de 1822, Dom
Pedro I proclamou a Independência Política e Econômica do Brasil, mas, entre
nós, sobreviveu o velho ranço da
Monarquia Portuguesa, somente esvurmada (afastada) do país em 1889. Em 7 de setembro de 2007, 185
anos após a primeira proclamação, temos obrigação de trabalhar duro pela
Independência Eco-Administrativa, que pode liberar os municípios dos grilhões
do sistema centralizador praticado pelo Estado Plutocrático que
avança, corrompendo a tudo e a todos. A velha câmara municipal da
colônia já não existe, porém, a liberdade que os municípios necessitavam e hoje
necessitam, mais do que nunca, ainda não chegou, já que o Sistema Democrático
imposto ao país, tanto depois do primeiro grito libertário, como após a
proclamação da República não atendeu satisfatoriamente os municípios
brasileiros, o que também ocorre na América Latina. O país viveu e vive ainda, a
ousada e nefasta centralização administrativa e econômica, onde as ordens
tributárias são impostas de cima para baixo, penalizando os que trabalham e
criam a riqueza nacional, o que sujeita o povo brasileiro a uma pesada carga
tributária, através de uma infinidade de impostos, inviabilizando qualquer
proteção ecológica, além da imprescindível e necessária Justiça Social. Falar de ecologia sem falar de
liberdade é o mesmo que criar entraves às ações de proteção sonhadas pela
Agenda 21, de difícil aplicação, já que a produção exige e impõe regras
agressivas contra a natureza, ecossistemas e espécies, distanciando cada vez mais o ideal do paraíso
ecológico e do desenvolvimento auto-sustentável. Neste caso, sofre a natureza e
sofre também toda a espécie humana. A reforma política que o país
necessita tem de obedecer critérios justos e racionais, sair dos gabinetes
festivos e ululantes, para ganhar as ruas e as massas, aliando operários a
estudantes, mulheres a idosos, crianças a jovens, sindicatos a artistas,
militares a profissionais liberais, religiosos a ateus, deficientes físicos a
excluídos, camponeses a grupos diversos: a sociedade civil em geral. Essa reforma deve partir do
pressuposto que o povo nunca foi ouvido; deve alicerçar-se no modelo correto do
plebiscito a partir da consulta popular, sentir as prementes necessidades
sociais, e partir para a reconstrução federativa, DE BAIXO PARA CIMA, como
pregava o saudoso geógrafo Milton Santos, e como recomendava em vida, o Papa da
ecologia no Brasil, José A.Lutzenberger. Aqui começa a Segunda Independência:
a que se propõe a instalar o modelo CIDADE-ESTADO como pedra angular da
estrutura da Nação, construindo um Municipalismo forte, autêntico, libertário,
em defesa dos que produzem o PIB nacional, já que é nas cidades, onde vivem os
cidadãos, onde se concentra a produção
de bens e serviços. E também onde o
modelo plutocrático sobrecarrega toda a sociedade. Outros países já experimentaram
esta fulgurante trajetória econômica e dão provas de que, quando a Justiça
Social chega, a produção aumenta, elevando a auto-estima dos habitantes. Por
extensão, isso só eleva o fôlego das disponibilidades da economia em geral. Cidade-Estado é o segundo Grito
de Independência do Brasil. É o modelo ideal para a defesa dos municípios
brasileiros. Deve ser padrão para os demais países da América Latina, uma
bússola a guiar-nos no caminho da realidade do mundo globalizado, que pede - a
cada dia - mais proteção ecológica e mais Justiça Social. Salve 7 de Setembro de 1822!
Viva 7 de Setembro de 2007, quando se dá início à verdadeira Independência
Eco-Administrativa da Nação brasileira! Ame Fundação Mundial de Ecologia
–
amefundacao@uol.com.br –tels.
11-47032636 e 4614-7828. Leia, analise e divulgue esta idéia!
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