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Brasil,
Colônia de Banqueiros (2) O
ônus da República O
primeiro empréstimos do novo regime foi feito com Rotschild, em 1893,
para a Estrada de Ferro Oeste de Minas, garantido pelo Governo: 2.968.000
de capital real reduzidas a 2.374.000 pelo tipo 80. O nominal eleva a
divida a 3.710.000. Calculando os juros de 5% ao prazo de 30 anos, segundo
o contrato, veremos que as 2.374.000 nos custarão 9.275.000!! Na
assinatura dos instrumentos necessários, a companhia aludida foi
representada pelo barão do Rosário e o governo brasileiro pelo seu
plenipotenciário conselheiro João A. de Souza Corrêa. ‘Em
Não
era possível agüentar o peso esmagador do serviço de juros, sobretudo
depois das perturbações políticas, sociais e militares do inicio da era
republicana. Em 1898, Governo Campos Sales e Rotschild fizeram o 1º
funding-loan, isto é, o primeiro empréstimo de consolidação, garantido
pela renda das alfândegas, coitadas! Emitiram-se bônus no valor de Esses
títulos representam os juros acumulados que passam a constituir nova
divida, rendendo novos juros. Em 31 de Dezembro de 1930, logo após a
queda do Governo Washington Luiz, ainda havia em circulação bônus no
valor de 6.872.600. Será curioso ver o custo total em 1961:
27.283.208!! A
situação econômico-financeira que se antolhava ao país na época do
funding era na verdade lastimável. O ministro da Fazenda do governo de
Prudente de Morais, pintara-a já com cores carregadas: De
Além
disto, a megalomania, as grandes operações aleatórias visando fáceis
riquezas, as maravilhas do jogo da bolsa e dos capitais fictícios, que
haviam animado nervosamente os últimos tempos do Império, não se
contiveram pelo advento das novas instituições, porque se ampliaram as
temerosas aventuras; e sob a ilusão do deslumbramento de uma magica econômica
concebeu-se a possibilidade da creação de uma surpreendente sociedade
nova, opulentada rapidamente, por golpes repetidos de emissões de
papel-moeda... A
moeda fiduciária, copiosamente lançada, desvalorizou-se... Desde logo,
delineou-se o seguinte quadro: a desvalorização do papel-inconvertivel,
causada pelas emissões sucessivas e pelos profundos e contínuos abalos
sociais por um lado; por outro, as novas perturbações, os motins e
desordens reiteradas, as conspirações, as ameaças de intervenções dos
quartéis e fortalezas, a oposição prenhe de paixões, esgrimindo todas
as armas da imprensa e da tribuna, tanto parlamentar como popular... Todos
esses fatores conjugados traziam como principal resultado o descredito do
país e sobretudo a desconfiança dos capitais e a germinação de um
verdadeiro pavor entre os credores estrangeiros... Tínhamos o defcit
acrescido anualmente e que chegara ao governo de Prudente representado no
assustador algarismo de mais de cem mil contos; os outros erros descritos
abriram novo abismo; a verba de diferenças de cambio, ascendendo também
a mais de cem mil contos anualmente. Eram duas voragens insaciáveis, nas
quais fatalmente se submergia a maior parte da renda do país”.
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