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Democracia e Ecodemocracia
Regimes
diferentes: o primeiro deveria defender a igualdade, o segundo protege
Gaia, espécies, ecossistemas, visando à participação do povo na
administração pública. Sem o que não há Justiça Social
Rui Barbosa dizia: “A democracia quase não existe entre nós,
senão nominalmente, porque as
forças populares, pela incapacidade relativa em que as coloca a ausência
de um sistema de educação nacional,
estão de fato mais ou menos excluídas do governo, já que sistema
representativo quer dizer representação do povo no governo ou governo do
povo pelo povo’. Se o povo não está no governo, e o governo não é a
encarnação do povo, então não temos democracia.”
A frase é lógica, racional, pois o “Sistema
Democrático”, em vigor, não só no Brasil, mas em quase todos os
países da América Latina, impede na verdade a participação do
povo no governo,
porque vota e escolhe representantes, sempre através de partidos
políticos!
Esses representantes, na grande maioria,
não representam o povo, mas a oligarquias e a si mesmos. Tratam de questões
que lhes são pertinentes, negociam e se corrompem para servir o Sistema
e não às causas populares. Fazem o jogo do imperialismo e da
plutocracia que resultam no engenhoso artifício pseudoliberal em que
estamos metidos e encalacrados.
A exigência de haver candidatos apenas
apresentados por partidos já é um vício nefasto e pernicioso, como
todos, pois cuida de canalizar
servos para o Sistema, preparado
para fins lucrativos, quando não totalmente corrupto, que caracteriza a
plutocracia: governo dos ricos contra os pobres. Ecodemocracia
Bem diferente é o conceito da
Ecodemocracia, que estabelece- a imperiosa liberdade de candidaturas sem a
necessidade de alimentar partidos políticos, essencialmente comprometidos
com a plutocracia, através da defesa de modelos políticos ultrapassados
como: socialismo, comunismo e neoliberalismo, criadores e mantenedores do Sistema!
A Ecodemoracia, surge como modelo
comprometido com Gaia (Planeta Terra), ou seja, com o desenvolvimento
sustentável, e com a Justiça Social, mas, vai além: justifica o “agir
localmente”, como recomendado pela Rio-92 (pensar globalmente, agir
localmente), abrindo caminho para o estabelecimento de um modelo sócio-ecológico,
similar ao aplicado na Europa e Ásia.
O modelo político da Ecodemocracia
(Cidade-Estado) libera prováveis candidatos a postos eletivos para o
exercício de funções públicas, sem a obrigatoriedade de se filiarem e
se submeterem a partidos políticos. Propõe a administração local,
através de executivos contratados; maior cuidado com o erário público,
que passa a ser gerenciado por um Conselho Comunitário, além de libertar
os legisladores no tocante às propostas de leis, já que vereadores
participam desse mesmo Conselho, juntamente com
grupos da sociedade, nos denominados Conselhos Celulares. Justiça Social
Sendo Cidade-Estado um modelo
eminentemente municipalista, a tributação terá de obedecer
critérios que privilegiem, tanto onde e quem produz, contrastando
com os modelos plutocráticos, viciados em termos meramente econômicos,
relegando a planos secundários normas de desenvolvimento sustentável,
para que a proteção ecológica alcance não só a natureza em si, mas
também atinja parâmetros da mais absoluta Justiça Social.
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Povo
confia mais no jogo do bicho
do que em políticos, diz pesquisa Uma
pesquisa feita pela Universidade de Brasília (UnB), com 1.283
entrevistados, mostra que a população – pelo menos a residente em Brasília
– acredita mais nos contraventores do jogo do bicho do que A
intenção do Instituto de Ciência Política da UnB foi verificar o
sentimento popular em relação às instituições num momento de crise ética
no País, principalmente na política. Foram entrevistados, em abril,
brasilienses de todas as idades e níveis socioeconômicos e de
escolaridade: “O levantamento demonstra a descrença da população em
relação às instituições políticas”, resume o coordenador de graduação
do Instituto de Ciência Política da UnB, Ricardo Caldas. A
grande maioria dos entrevistados (76%) considera os políticos mentirosos,
picaretas ou criminosos, e menos de 3% crêem na honestidade de seus
representantes. Apesar
de 70,6% acreditarem na existência da democracia no País, 74,7% das
pessoas responderam que a classe política não representa o povo. As razões
alegadas foram corrupção (28,04%), falta de compromisso (23,78%), defesa
de interesses próprios (19,36%), as deficiências do sistema político-eleitoral
(11,28%) e a falta de ideologia ou valores (8,42%). Na
questão sobre credibilidade do Poder Executivo, cerca de 60% das pessoas
admitiram não confiar na atuação governamental. A Justiça brasileira
também não escapa da desconfiança: 50,5% não confiam nos juízes. Os
pesquisadores da UnB perguntaram aos participantes sobre o sistema político-eleitoral
do País. Na opinião da maioria esmagadora dos entrevistados (90,3%), o
Brasil precisa de uma reforma política, mas 52,5% são contra o
financiamento público de campanhas – uma das principais propostas do
congressistas para diminuir a corrupção, já que políticos costumam
atender a interesses dos financiadores privados de suas campanhas.
(Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias - IG)
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