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defensores e centenas de índios Guaianás defendem a Vila, em 1629 Raposo Tavares polêmico: herói ou bandido?
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salvam São Paulo 25
defensores e centenas de índios Guaianás defendem a Vila, em 1629 Raposo
Tavares polêmico: herói ou bandido?
da 1ª página Alguns historiadores endeusaram os bandeirantes, poucos sabem, porém, que muitos deles eram violentos, truculentos, verdadeiros assassinos, como Raposo Tavares, um dos primeiros a chefiar bandeira para capturar índios guaranis, na divisa do Paraguai, a fim de trazê-los para a Vila de São Paulo de Piratininga para trabalhar como escravos nas terras dos portugueses.
Jaime Cortesão, assim descreve o morticínio
que Raposo Tavares perpetrou contra os “donos da terra”, usurpada
pelos colonizadores:
“A bandeira de Antônio Raposo Tavares
atravessou o Paranapanema (depois de passar por Cotia, obviamente – N.da
R.), em princípios de 1629, tendo como mestre campo Manuel Preto,
marchando na vanguarda o capitão Antônio Pedroso, que estabeleceu paliçada
na redução de Ângelos, onde recolheu as peças.
As outras três companhias estavam
comandadas pelos capitães Pedro Vaz de Barros, Brás Luna e André
Fernandes. Na bandeira de novecentos paulistas, armados de escopetas e
espadas, seguiam pessoas importantes da vila de São Paulo: três juízes,
Pedro Álvares, Sebastião Fernandes Camacho e Francisco Paiva; dois
vereadores, Maurício Del Castilho e Diogo Barbosa; o procurador do
Conselho, Cristóvão Mendes e mais o filho, genro e irmão do Ouvidor da
capitania, Amador Bueno. Na Vila de São Paulo ficaram apenas 25 homens em condições de pegar armas de fogo. Acompanhavam dois mil e duzentos índios tupis (denominação que Cortezão e outros davam aos índios Guaianás –N.da R.), encarregados de capturar os índios missioneiros e levá-los cativos (págs.311 a 312 da obra de Jaime Cortezão).”
Além dos 25 capazes de pegar armas
de fogo, ficaram na Vila, centenas de índios Guaianás, capazes da defesa
através de arco-e-flexa, não mencionados por Cortezão, mas que ali
estavam, desde o acordo celebrado entre o cacique Tibiriçá, seu genro João
Ramalho, e os portugueses para a obra colonialista.
Continuemos com a narrativa macabra de
Jaime Cortezão:
“Os paulistas de Antônio Raposo
Tavares deixaram um rastro de sangue ao retornarem a São Paulo. Mataram
os chefes com medo que eles levantassem seus índios. Sacrificaram
velhos e fracos,
separaram crianças das mães,
deixando-as abandonadas, para que não atrapalhassem na viagem. Como os
jesuítas, que acompanhavam os cativos, pegavam as crianças, levando-as
às mães, os bandeirantes passaram a matá-las (pág.184).”
Toda a glória, atual, que se queira
prestar, homenageando essas bandeiras,, Raposo Tavares permanece até hoje
polêmico, pois pela narrativa de Cortezão era um assassino, enquanto que
pelas candentes palavras do professor Peralta, foi um cidadão de muitas
glórias. Já se comenta, contudo, a mudança do nome da rodovia que lhe
empresta o nome. Seguramente, essa estrada deveria chamar-se RODOVIA DOS
GUAIANÁS, já que a penetração da tribo no território começou a
partir de 12 de outubro de 1580, com a Carta de Dada de Terras do capitão
Jerônimo Leitão, da Capitania de São Vicente.
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